sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trem Urbano

ESTAÇÕES FORAM FECHADAS

Manhã de sexta-feira começa com atrasos e problema técnico na Super Via

 Globo, CBN - 09 out 2009

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Policiais jogam bomba de gás lacrimogênio para conter protesto de passageiros de trens na Central do Brasil. Foto: Fernando Quevedo
RIO - Os passageiros da SuperVia viveram, na manhã desta sexta-feira, mais um dia de atrasos em ramais de trens, após o segundo dia de confusão em várias estações. Os trens dos ramais de Santa Cruz e Deodoro operaram com atraso de até 20 minutos devido a problemas em uma subestação de energia por volta de 7h.
Muitos passageiros aguardaram os trens nas estações de Santíssimo, Campo Grande e Paciência, onde o policiamento foi reforçado. Para evitar superlotação nas plataformas de embarque, a Supervia fechou preventivamente, por 10 minutos, onze estações, de Bangu a Santa Cruz, que já foram reabertas. Segundo a SuperVia, nos outros ramais a circulação foi normal.
Em nota, a concessionária informou que o problema foi resolvido por volta das 7h20m e gradativamente os atrasos estão sendo normalizados. A concessionária informou ainda em nenhuma estação houve tumulto.

Problema operacional gerou tumulto e pessoas feridas por dois dias

Nesta quinta-feira, por volta das 16h06m, um trem vazio que chegava à Central apresentou um defeito operacional que levou à suspensão da partida das demais composições por quase quarenta minutos. Os trens saíam somente da estação São Cristóvão. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi chamado e precisou usar gás lacrimogêneo e bala de borracha para controlar os manifestantes. Cinco pessoas ficaram feridas levemente e foram encaminhadas ao Hospital Sousa Aguiar. A estação da Central do Brasil chegou a fechar totalmente, sendo reaberta às 17h40m.

O titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, Eduardo Freitas, investiga a hipótese de sabotagem no desarmamento de todo o sistema de trens da Central do Brasil. Peritos encontraram paralelepípedos na linha férrea, que teriam sido atirados de um viaduto próximo, onde foram achados os mesmos tipos de pedra.
O novo tumulto ocorreu um dia após passageiros atearem fogo em trem do ramal de Japeri em protesto contra a demora da composição . Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas. E a circulação de trens no ramal ficou interrompida por cinco horas. A prefeitura de Nova Iguaçu informou, em nota divulgada nesta quinta-feira, que vai entrar na Justiça com uma ação civil pública contra a Supervia nesta sexta-feira.
"É inaceitável o serviço que é oferecido aos trabalhadores da Baixada Fluminense e do subúrbio do Rio. Os problemas são freqüentes. Entre outras coisas vamos reivindicar melhorias no atendimento, maior segurança e o acesso para deficiente", explicou o prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias, em nota divulgada.

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